Home Data de criação : 07/09/13 Última atualização : 07/10/15 19:32 / 28 Artigos publicados
 

Segunda, sei lá...  (Today) escrito em segunda 15 outubro 2007 19:32

Segunda-feira é sempre a mesma coisa. A lentidão encostada ao nosso lado dando todos os motivos plausíveis possíveis para não funcionarmos direito. Um marasmo acentuado pelo calor visceral que só uma segunda-feira pode ter. Nada de desanimo. Segunda-feira é o cão. O sono perdido num labirinto, e você tentando não socar seu nariz na parede. Meio-dia e a gente tentando despregar os cantos dos olhos. E não adianta tentar mudar esta rotina das segundas. O monótono sempre retorna revigorado. Já tentei, por exemplo, mudar todo o cronograma das segundas, nunca funciona. Alias, funciona, mas somente nos primeiros minutos deste dia de sono profundo. Tentei não tomar café na segunda pela manhã, achando que estaria acentuando com a cafeína os meus dormentes neurônios, que estaria acelerando-os e que eles não estavam preparados para um tranco amargo e seco logo nos primeiros momentos da semana. Engano em forma de café torrado. E prometi-me jamais fazer isso novamente. Já experimentei banho gelado, banho quente e não tomar banho. Tentei Charlie Parker, B.B.King, Queens Of The Stone Age, coisas que pareciam ter um efeito alucinógeno, que talvez fizessem a segunda parecer mais digerível mais domingo. Sem acordo. Nada vence a segunda-feira. Hoje mesmo sei que cheguei até o trabalho, mas juro que ainda a pouco estava tentando me lembrar como foi que cheguei até o trabalho. Será que foi de ônibus? O foi de carona? Ou será que peguei o ônibus depois consegui uma carona? É tão difícil.

Culpa inegável da segunda. Um dia anormal, e por mais difícil que possa ser, continuo acreditando que eu sou um cara normal e que a segunda deveria ser excluída do calendário mundial.

Um dia de reflexão. Quantas cervejas eu tomei? Será que eu entendi direito a ultima pagina do livro? E aquele gol, foi ou não foi irregular? Hoje é segunda ou domingo? O Lula entende de economia? E de exportação? Importação? Resumindo. Todas os assuntos mais irrelevantes, e todos os mais coerentes deveriam ser discutidos neste dia, que seria chamado apenas de “o dia”.

As pessoas se despediriam no domingo dizendo: “Olha amanhã a gente discute melhor este assunto. Pode ser no café do fulano ou no bar de cicrano”. Estaria sendo estabelecida uma nova ordem nacional.

Perguntei para alguns colegas de setor o que eles achavam da segunda. Uma pergunta e duas respostas.

Uma merda. Braba. Uma merda. Braba. Uma merda. Braba. Uma merda. Braba. Uma merda. Braba.

Em todas as mesas do escritório um saquinho de sonrisal. A segunda faz por merecer tanto desprezo. É por essas e outras que hoje eu sai para almoçar e resolvi satirizar este dia fenomenal.

Comprei um adesivo e coloquei na minha cpu, isso foi depois da minha pesquisa de aceitação da segunda.

Não entendi bem, mas todos depois de lerem me chamaram de doido.

O adesivo dizia, “I (coraçãozinho) monday”.

Uma pérola da incoerência por apenas um real.   

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In My Tree - Pearl Jam  (Traduzidas) escrito em segunda 15 outubro 2007 14:18

Up here in my tree... yeah
Newspapers matter not to me... yeah
No more crowbars to my head... yeah
I'm trading stories with the leaves... instead, yeah

I wave to all my friends... yeah
They don't seem to notice me... no
Ah, their eyes strait on the street... yo, Oh
Sidewalks, cigarettes and seams... yo, yeah

Up here so high I start to shake
Up here so high the sky I scrape
I'm so high I hold just one breath
Deep within my chest, just like innocence

(Eddie's down in his home)
(Oh, the blue sky it's his home)
(Eddie's blue sky home)
(Oh, the blue sky it's his home)

I remember when... yeah
I swore I knew everything... oh, yeah
They say knowledge is a tree... yeah
It's growing up just like me... yeah

I'm so light the wind me shakes
I'm so high the sky I scrape
Yea, I'm so high I hold just one breath
To go back to my nest, to sleep with innocence

Up here so high the boughs they break
Up here so high the sky I scrape
And my eyes feel both wide open
And I got a glimpse of my inner sense
Got back my innocence, still got it, still got it
 

Em minha árvore

Aqui em cima de minha árvore
Jornais não me importam
Sem mais pés-de-cabra em minha cabeça...
Em vez disso estou trocando histórias com as folhas

Aceno para meus amigos...
Eles não parecem me notar...
Seus olhos todos treinados nas ruas...
Calçadas, cigarros e cenas

Aqui, tão alto, começo a fugir
Aqui, tão alto, raspo o céu
Estou tão alto, eu seguro apenas um fôlego em meu peito
Como a inocência...

Eu lembro-me dele
Eu jurei que sabia tudo
Eles viram que conhecimento é um sonho
Ele está crescendo como eu

Estou tão alto, o vento balança
Estou tão alto, raspo o céu
Estou tão leve que com apenas um fôlego volto para meu ninho
Durmo com inocência

Aqui, tão alto, eles quebram as barras
Aqui, tão alto, raspo o céu
Tenho meus olhos abertos, e tenho uma visão
de minha inocência...recuperei minha inocência...
Quando bebê, a tinha...ainda a tenho...

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Portishead - Only you  (Traduzidas) escrito em segunda 15 outubro 2007 13:55

We suffer everyday

What is it for

These crimes of illusion

Are fooling us all

And now i am weary

And i feel like i do Its only you

Who can tear me apart

And its only you

Who can turn my wooden heart

The size of our fight It's just a dream

We've crushed everything

I can see, in this morning selfishly

How we've failed and i feel like i do

Its only you

Who can tear me apart

And its only you

Who can turn my wooden heart

Now that we've chosen to take all we can

This shade of autumn a stale bitter end

Years of frustration lay down side by side

And it's only you

Who can tear me apart It's only you

Who can turn my wooden heart

 

TRADUÇÃO

 

Nós sofremos todos os dias

Pra que serve isso

Esses crimes ilusionistas

Estão nos enganando

E eu sei que estou cansado

E eu me sinto assim

É só você

Que consegue me rasgar

E é só você

Que consegue transformar meu coração estúpido

O tamanho da nossa briga

É só um sonho

Nos rasgamos tudo

Eu consigo ver, de forma egoísta, essa manhã

Como nós falhamos e eu me sinto como se tivesse

É só você

Que consegue me rasgar

E é só você

Que consegue transformar meu coração estúpido

Agora que decidimos pegar tudo o que temos

Essa sombra de outono como um fim amargo

Anos de frustração postos um do lado do outro

É só você

Que consegue me rasgar

E é só você

Que consegue transformar meu coração estúpido

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Wave Of Mutilation  (Vitrola) escrito em quinta 11 outubro 2007 22:58

Imagine uma banda legal, com todos os ingredientes que uma banda independente precisa, um vocal acima do peso empunhando uma guitarra, uma mulher no baixo e vocal. Um som característico, guitarras e bateria pulsando o mais puro rock de garagem. Influencias que vão do Punk ao Surf Rock. Imaginou?

Imagine mais um pouco.

Uma banda que influenciou Nirvana, Pearl Jam e The Smashing Pumpkins entre outras, e  mesmo quando alcançou as paradas se manteve integra ao seu rock.

Essa banda existe, ou pelo menos existiu. Estamos falando dos Pixies. Nascida em 1985 nas imediações de Boston, Massachusetts, a banda teria seu fim em 1993 por divergências internas (historinha batida). Formada por Black Francis, Joey Santiago, Kim Deal e Dave Lovering nunca tiveram outra formação que fosse diferente desta. Remontar a trajetória da banda se torna inspirador pelo fato de estarmos indo atrás de indícios comuns a tantas bandas independentes pelo mundo. O ato de Charles Thompson , que num futuro próximo se tornaria para seu publico Black Francis e Joey Santiago seu colega de quarto, terem colocado aquele velho anuncio conhecido de todos que resume-se em “Estamos montando uma banda. Alguém ta afim?” marcaria o surgimento do Pixies. Atenderam ao anuncio, Kim Deal, baixista de sua banda em Ohio, o The Breeders. Pouco depois um amigo de Kim, David Lovering, assumiria as baquetas.Com discos alternando o melódico e o peso do rock alternativo, marcariam para sempre a velha forma das bandas alternativas, termo que deve muito, senão por inteiro o status que vem impregnando dia a dia o mundo rock. Seu primeiro LP, Surfer Rosa balançou os buracos barulhentos dos States, e do meu quarto também, mas foi na Europa que a banda recebeu maior reconhecimento, máxima que acompanharia a banda durante sua curta estrada. Na seqüência lançam aquele que considero seu melhor disco, e sem falsa impressão é mesmo, Doolittle foi antológico dentro dos patamares atingidos antes pela banda. Enquanto escrevia este texto e durante a maior parte da semana os sons de Doolittle me embalaram, e garanto que não foi pela grudenta  "Here Comes Your Man", todo disco é demais, pra conferir mesmo. O mar agitado dentro do planeta Pixies começava a dar sinais de revolto, brigas, desentendimentos principalmente entre Kim e Francis, criaram um desgaste na atmosfera lúcida da banda.  Foi nesta nebulosa que aos poucos se consumia que nasceu em 1990 o disco Bossanova, meu segundo disco favorito dos Pixies. Em novembro do ano seguinte lançariam Trompe Le Monde, um suspiro antes do fim. Você com certeza não ira se arrepender se procurar pela discografia da banda. Para quem se interessar pelo som de umas das bandas mais inspiradoras de todos os tempos: Come On Pilgrim(1987) (EP) Surfer Rosa(1988) Doolittle(1989) Bossanova(1990) Trompe Le Monde(1991)

Pra fechar a conta: 

Em 2004 a banda se reuniu para uma turnê, fazendo inclusive um show para todos os sortudos de plantão em Curitiba.  

Um ótimo feriado a todos, e até a próxima!

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SPLEEN E IDEAL - O ALBATROZ  (Flores de Baudelaire) escrito em quarta 10 outubro 2007 20:15

Às vezes, por prazer, os homens da equipagem
Pegam um albatroz, imensa ave dos mares,
Que acompanha, indolente parceiro de viagem,
O navio a singrar por glaucos patamares.

Tão logo o estendem sobre as tábuas do convés,
O monarca do azul, canhestro e envergonhado,
Deixa pender, qual par de remos junto aos pés,
As asas em que fulge um branco imaculado.

Antes tão belo, como é feio na desgraça
Esse viajante agora flácido e acanhado!
Um, com cachimbo, lhe enche o bico de fumaça,
Outro, a coxear, imita o enfermo outrora alado!


O Poeta se compara ao príncipe da altura
Que enfrenta os vendavais e ri da seta no ar;
Exilado ao chão, em meio à turba obscura,
As asas de gigante impedem-no de andar.


L’ALBATROS

 Souvent, pour s’amuser, les hommes d’équipage

Prennent des albatros, vastes oiseaux des mers,

Qui suivent, indolents compagnons de voyage,

Lê navire glissant sur lês gouffres amers. 

 

A peine les ont-ils déposés sur les planches,

Que ces rois de l’azur, maladroits et honteux,

Laissent piteusement leurs grandes ailes blanches

Comme des avirons traîner à côté d’eux.

 

Ce voyageur ailé, comme il est gauche et veule!

Lui, naguère, si beau, qu’il est comique et laid!

L’un agace son bec avec un brûle-gueule,

L’autre mime, en boitant, l’infirme qui volait! 

 

Le Poète est semblable au prince des nuées

Qui hante la tempête et se rit de l’archer;

Exilé sur le sol au milieu des huées,

Ses ailes de géant l’empêchent de marcher.

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